quinta-feira, outubro 22, 2009

DANÇA INERENTE


O título acima parte do fato de que a imagem interpretada pela foto abaixo (das meninas na praia) manifesta uma dança que denomino inerente porque parece natural, desenvolvida sem cultura, ao menos, dirigida.
Não sou a pessoa mais indicada para falar de dança. Existem conhecedores do assunto. Estou procurando conhecer mas tenho consciência de que ainda estou dançando bastante.

Desde que o mundo é mundo e bem antes de ser imundo, a dança já fazia parte de diversas culturas: uma manifestação da antiguidade. Ao lado, outras artes: o teatro, a música e a pintura.


A caminho de Angra

Aninha e Júlia
Angra dos Reis, 2009
Foto: Inês Correa


A fotografia é nova, veio bem depois. Posso estar enganada no que vou escrever. Falta conhecimento teórico. O que me envolve, que me instiga na dança é utilizar o próprio corpo como mídia. Assim como o teatro usa a fala e a música (canto), a voz.

A pintura deve ter sido a primeira a utilizar uma mídia (externa). Por favor, se estiver errada e alguém estiver lendo, me ajude. Mas fico pensando que para talhar uma pedra de uma caverna já era preciso uma pedra ou um pequeno pedaço de pau – coisa que é fantástica.

Não pretendo dar mais valor a uma ou outra manifestação artística. Toda mídia, do corpo ou externo a ele, pode transformar-se em arte ou não. Escrevo aqui o que penso. E penso que para mim a dança acrescenta na maneira como olho a vida, assim como a fotografia. Uma complementa a outra.

6 comentários:

Sylvia disse...

Pão ou pães é questão de opiniães, já disse G. Rosa. Acho que todas as artes, quando bem desenvolvidas e realmente ricas, "acrescentam" à nossa visão de mundo. A gente é que se identifica mais com uma ou com outra. Linda foto. As meninas parecem mesmo estar dançando. beijos, sua mana

Inês Correa disse...

Oi MSyl, valeu. Também acho. Mas tem também o cinema, a música, tanta coisa... Tô com saudades. Beijo pra você.

Chris disse...

Legal deu certo assinar a foto!!
Suas fotos são obras de arte, não podiam ficar sem sua assinatura!!bju

Inês Correa disse...

valeu pela dica chris, vamos nos falando. bj e obrigada

marcelo maccaferri disse...

Qdo vc diz "O próprio corpo como mídia", creio, neste caso, q há uma exclusão proposital do próprio artista... Eu falo isso pq o fotógrafo muitas vezes se torna a própria máquina, esquece tb que tem um corpo e q é extensão do corpo focalizado... é quase achar que a fotografia apareceu do nada... como uma janela em um sonho...

Inês Correa disse...

É Marcelo, vc gosta das minhas frases e adorei a sua "é quase achar que a fotografia apareceu do nada... como uma janela em um sonho...". Bj e obrigada pela troca.