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domingo, maio 24, 2009

CORTADORES EM JUNHO

VÁ VER PESSOALMENTE


Fotografias: Inês Correa 2008 São Paulo

Fiquei em casa tentando não passar uma gripe que peguei aí fora pra ninguém no final de semana. Também veio com a gripe uma conjuntivite que, segundo meu oftlamo, foi leve. Só se foi pra ele, porque pra mim que vivo cuidando dos meus olhos como se fossem minha única preciosidade, já foi de dar arrepios. Então fiquei longe de todo mundo pra não transmitir a ninguém e longe do meu computador pra não afetar minha vista. E hoje recebi um convite pra ver Microdanças e Cortadores. Então vou terminar o domingo com este recado pra quem ainda não viu. Vá ver:

Dias e Horários: 1 a 4 de Junho, 20 horas
Loca: Espaço Funarte. Alamenda Nothmann, 1058 - Santa Cecília
Na web: Grupo Gestus

domingo, maio 17, 2009

PARAÍSO SEM CONSOLAÇÃO

VISÃO DA ESQUERDA E DA DIREITA


Tempo de exposição: 1/90 s
Abertura: f/2.8 ISO: 800
Lente: 105 mm



Tempo de exposição: 1/180 s
Abertura: f/3.3 ISO: 1000
Lente: 80 mm


Tempo de exposição: 1/125 s
Abertura: f/3.3 ISO: 1000
Lente: 120 mm


Fotografias: Ines Correa


No dia que fui fotografar Paraíso sem Consolação estava um frio de rachar, como o de hoje. Era a mesma época do ano. Foi em junho do ano passado. Eu me lembro que sentei no chão, nos fundos do teatro, no lado esquerdo e fui clicando e clicando. Quando vi estava anestesiada. A bunda, gelada (minha filha não gosta quando eu falo assim, mas foi verdade, fazer o quê?). Parei de clicar. Meus dedos estavam frios. Levantei e subi pela lateral esquerda. Fui ainda mais para o fundo e desci pelo outro lado. Achei uma posição exatamente na mesma altura do lado oposto, do lado direito. Voltei a sentar e recomecei.

Deve dar pra notar que a primeira foto foi feita quando eu ainda estava do lado esquerdo e as outras duas eu estava vendo a cena pelo lado direito... Eu sempre fico tentando ver, quando vejo a foto de alguém, de que lado a pessoa estava ou se estava no alto ou embaixo. Adoro observar o ângulo de visão do sujeito que clica.
Sobre o espetáculo:

A coreógrafa argentina Constanza Macras, residente em Berlim e fundadora da companhia alemã DorkyPark, apresentou em 2008 Paraíso sem Consolação, lá no SESC Pinheiros. Esse trabalho foi feito de uma residência artística em São Paulo com artistas brasileiros e alemães. Dá pra ter uma idéia do que foi levar São Paulo para o palco na visão da artista lendo o artigo de Helena Katz, O lugar-comum reina em Paraíso sem Consolação.

sábado, maio 16, 2009

HEREDITARIEDADE


Fotografia: Ines Correa 2008 São Paulo


Dados Técnicos da fotografia
Tempo de exposição: 1/200s
Abertura: f/2.8
ISO: 3200
Lente: 200mm
Sobre o espetáculo:
Resultado da pesquisa de Emilie Sugai sobre ancestralidade, despertando memórias da infância, da origem, dos antepassados e das vivências pessoais. O espetáculo fez parte do 10º Festival Internacional de Artes de Anseong na Coréia - Healing Earth/2004. As coreografias têm influência de seu mestre Takao Kusuno, introdutor do butô no Brasil em 1977.
Ficha técnica:
Concepção geral e interpretação: Emilie Sugai
Coordenação de arte: Hideki Matsuka
Atriz convidada: Dorothy Lenner
Iluminação: Hernandes de Oliveira
Montagem e operação: Arinagô

sexta-feira, maio 15, 2009

ELETRO-QUÍMICOS, BABY



Se você preferir, veja lá no Vimeo


Sobre o trabalho de edição das imagens:
Edição de imagens fotográficas realizadas durante o 1º Festival Contemporâneo de Dança. Galeria Olido, São Paulo, 2008. Duração: 4 minutos
Fotografias e edição: Ines Correa
Sobre o trabalho de dança:
(Fonte: festivalcontemporaneodedanca.blogspot.com)
Eletro-químicos, baby - Performance de dança contemporânea que transita por metáforas do nosso ambiente discutindo percepção e subjetividade. Consumismo, moda, sexualização, natureza e cultura em discussão sintética, seca e sutil.
Ficha Técnica:
Concepção, criação e performance: Thelma Bonavita & Cristian Duarte.
Edição da trilha: Cristian Duarte.
Apoio: Barbosa Caieiras
Produção: DESABA -
desaba.org
Festival Contemporâneo de Dança

quarta-feira, março 04, 2009

FIO DE CORPO



CORPO IMAGINÁRIO I

Fotografia de Ines Correa



Uma silhueta pode ser a aparência de uma foto estática, com o fundo da foto de quaisquer cores, assim mesmo são com os seres que aparecem na foto, os seres têm de ser de cor diferente da cor do fundo. Uma silhueta é, praticamente, uma foto fácil de alterar as cores (o que é impossível nas fotos comuns).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Silhueta

Encontrei a definição acima no site de pesquisa Wikipedia. Fiquei pensando se entendi ou não. Demorei algum tempo pra conseguir fazer uma silhueta do jeitinho que eu gostaria que ela ficasse. Na minha definição a silhueta de um corpo é um corpo na sombra ligeiramente modelado por uma luz delicada (ou não, pode ser sol). Mas o resultado é a idéia do corpo porque o corpo não está diretamente iluminado. A luz não está dirigida para o objeto fotografado.
Não entendi a idéia que diz: é uma foto fácil de alterar as cores o que é impossível nas fotos comuns. Fiquei com uma interrogação com relação ao texto publicado pela Wikipedia.

Mas não tive dúvida quando a imagem surgiu no palco na minha frente. Cliquei sem ter tempo de pensar muito.


Dados Técnicos da fotografia:

Tempo de exposição: 1/40s; Abertura: f/3.5; ISO 1000; Lente 50mm


Dados Técnicos do Espetáculo:

Ruth Rachou 80 anos
Local: Galeria Olido, São Paulo-Brasil
Na foto a atriz Amanda Acosta está grávida de seis meses
Infelizmente não dá pra colocar a ficha técnica inteira mas a iluminação da cena acima é de Wagner Freire

domingo, abril 06, 2008

CORTADORES


A FOTÓGRAFA DE CÓCORAS
 

















Fotografia: Ines Correa

Sobre a fotografia:

Tempo de exposição: 1/40s
Abertura: f/3.5
ISO: 3200
Lente: 70 mm

Pra fotografar Cortadores escolhi o chão duro, abaixo do palco. Pra me sentir mais ou menos desconfortável, como come o trabalhador, de cócoras no chão de terra. Fiquei lá e ninguém me via. Podia ver o público mais ao alto.
Não são todos os teatros que permitem um trabalho nessa posição, mas a sala de cima do Teatro ´Coletivo, antigo Fábrica, era montada de um jeito que dava pra ficar assim.
A iluminação desse "manifesto" era incrivelmente dura. Forte e pesada, densa. Passava a idéia de que estávamos bem no meio de um canavial.


Sobre o espetáculo:
Cortadores, Gilsamara Moura.
Um manifesto popular. Uma pesquisa de campo consistente que revelou-se movimento, dança. Apresenta o trabalho braçal do cortador de cana. Sua luta pela sobrevivência. Sua história. A força e a capacidade de superação do homem do campo.
Ficha Técnica:
Direção: Gilsamara Moura
Produção: Grupo Gestus

Teatro Coletivo. São Paulo, Brasil. 2008