Esta é a imagem fotográfica de uma profundidade rasa numa transparência sombria. O que está mas não é enquanto imagem de registro e o que pode ser ou não ser, que pode mudar o sentido dependendo de quem está olhando, depois de feita a fotografia.
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domingo, maio 22, 2011
TRANSPARÊNCIA SOMBRIA
Esta é a imagem fotográfica de uma profundidade rasa numa transparência sombria. O que está mas não é enquanto imagem de registro e o que pode ser ou não ser, que pode mudar o sentido dependendo de quem está olhando, depois de feita a fotografia.
quarta-feira, maio 18, 2011
CINCO SEGUNDOS
Tempo cronológico
11h36m26s e 11h36m31s
Brás. São Paulo, 2010
Fotos: Inês Corrêa
O que interessa aqui é só o tempo em que se deu a trajetória do idoso na calçada. A imagem em si, a fotografia simples e comum escreve o que está ali, o que vê o fotógrafo ou qualquer um que está passando além de quem está olhando para o registro dela. Qualquer pessoa pode fazê-la, a fotografia. Qualquer pessoa pode observar este tempo de 5 segundos enquanto caminha em qualquer rua. Em qualquer dia ou noite. Da maneira como foi trazida ela é o que é e ponto.
Já que este tempo não para, melhor viver cada momento. Nestes cincos segundos parada nesta mesma posição, alguém se moveu. Alguém mudou de posição. Alguém fez algum outro tipo de movimento. Alguém correu. Alguém morreu. Alguém nasceu.
Alguma coisa aconteceu. Alguma coisa deveria ter acontecido. Alguma coisa deixou de existir.
Diante de mim ou não. A meu favor ou contra mim. Cada segundo foi vivido de alguma maneira. Nem todo segundo foi visto, seguido, registrado. Diante da câmera ou longe dela alguma coisa aconteceu. Está feito. Nem sempre será desfeito. Aconteceu agora. Já acabou.
Já que este tempo não para, melhor viver cada momento. Nestes cincos segundos parada nesta mesma posição, alguém se moveu. Alguém mudou de posição. Alguém fez algum outro tipo de movimento. Alguém correu. Alguém morreu. Alguém nasceu.
Alguma coisa aconteceu. Alguma coisa deveria ter acontecido. Alguma coisa deixou de existir.
Diante de mim ou não. A meu favor ou contra mim. Cada segundo foi vivido de alguma maneira. Nem todo segundo foi visto, seguido, registrado. Diante da câmera ou longe dela alguma coisa aconteceu. Está feito. Nem sempre será desfeito. Aconteceu agora. Já acabou.
terça-feira, maio 10, 2011
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
ANONYMOUS III
São Paulo, 2011
Foto: Inês Corrêa
Vejo seu corpo de anteontem nesta mesma janela do meu outro dia. Li seus comentários e continuo pensando que talvez a gente fique tentando pertencer a um padrão que nem mesmo sabemos qual mas que está aí no corpo de muitos de nós.
O que posso dizer é que não incomoda este seu estar fora do padrão sarado de corpo, ok? Talvez ao colocá-la neste pequeno box tenha fechado, amarrado seu corpo. Desculpe. Provavelmente acondicionei você a condições. Será que foi o que fiz?
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011
OUTRO ÂNGULO DE VISÃO DA CHUVA
Avenida Paulista. São Paulo, 2010.
Foto: Inês Correa
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sexta-feira, dezembro 31, 2010
quinta-feira, dezembro 23, 2010
LUZES NATALINAS
Natal - Avenida Paulista, SP. 2010
Fotografias: Julie
Os dias que antecedem o natal vão afunilando o tempo dentro da gente. Ontem fui buscar livros que tinha encomendado na Livraria Cultura com minha filha. Achei que só estaríamos nós. Doce ilusão. Filas e mais filas, enormes, gigantes. Encontramos um caixa escondido atrás de uma estante, não vou contar onde, vazio. Corremos lá e fomos atendidas rapidamente. Ufa! Sobrou tempo...
A Júlia quis ir ver as "luzes de natal". Tudo bem, andando a pé, como sugere a amiga Veronika Paulics, do Ando a pé, fomos. No caminho ela pediu pra ver a árvore de natal do Ibirapuera: "desculpe mãe, sei que voce acha isso programa de índio!". Disse a ela que quando era pequena também colocava meus pais em programas assim e que hoje em dia nem entendo porque isso é chamado "programa de índio". Afinal, índio sabe viver! Ela segurando a câmera na mão começou a desenhar imagens com as luzes.
Natal - Avenida Paulista e Parque Ibirapuera, SP. 2010
Fotografias: Julie
Incríveis as imagens dela. Fui ficando empolgada. Descemos rindo até o parque e atravessamos para ver as árvores iluminadas do outro lado.
Quando ela cansou de "desenhar" olhou para mim e disse: "Toma (mostrando a câmera) mãe, faz você agora!?". Entrei no clima dela e tentei manter o nível de criatividade, apesar de perceber que os desenhos da Júlia são "arte na veia", enquanto os meus surgem de vez em quando, no acaso, na leveza do momento. Mas não passam de abstrações sem sentido.
Natal - Parque Ibirapuera, SP. 2010
Fotografias: Inês Correa
LIGHT PAINTING
Qualquer pessoa pode tentar fazer imagens como essas. As pequenas máquinas digitais tem opção para o que chamo de Light Painting. Já trouxe outras imagens aqui no Corpoemimagem. Observo que isso não é a técnica usada para o que é chamado tradicionalmente de Light Painting ou Pintura com a luz. No Light Painting voce faz o movimento da luz e a câmera fica estática. Aqui você aproveita as luzes da cidade e faz movimentos com sua câmera em modo B, ou seja, nas pequenas portáteis você precisa segurar, manter o dedo no disparador e clicar os movimentos que quiser.
Natal - Parque Ibirapuera, SP. 2010
Fotografias: Inês Correa
FESTAS E FÉRIAS
Hoje é dia de parar, depois das 15 horas. Tenho uma reunião que vai acontecer das 13-15h. Depois, fecho. O Corpoemimagem também vai descansar e volta no final do mês de janeiro.
Hoje também é dia de agradecer quem esteve aqui no Corpoemimagem sempre que teve vontade. Quem comentou e participou. Vocês que me encontraram na rua e deram idéias para o Corpoemimagem. Você que é amigo e amiga de ontem, hoje e amanhã. Você que trouxe seu corpo em imagem fotográfica para mim. Você que outro dia tocou a campainha da minha casa num sábado de manhã e não me deixou tempo de reagir, sair do sono profundo (espero que volte). Você que me fez rir e você que me ajudou a chorar.
2011 vem aí cheio de outros momentos. Que seja bom para todos. Que tenha imagens interessantes, alegres. Imagens que acrescentem. Imagens que nos levem para outros lugares, outros estados de espírito. Imagens sem padrão ou patrão. Livres.
SAIA DE CASA
Pra quem fica em São Paulo e quer fotografar minha sugestão é participar da última saída fotográfica organizada pelo Sinval Garcia do blog Um Certo Olhar. Será no dia 26 de dezembro, uma ótima oportunidade para sair de casa. Não estarei em São Paulo, caso contrário estaria lá fotografando.
Até a volta. Obrigada.
terça-feira, dezembro 21, 2010
domingo, dezembro 19, 2010
DOIS SOLOS
Imanencias - contraste de uma realidade externa
Isabela Santana
Isabela Santana
Entre Contenções
Eduardo Fukushima
Eduardo Fukushima
Fotos: Inês Correa
O Balé da Cidade de São Paulo encerra o ano apresentando uma versão de Giselle lá (para mim aqui) no Auditório Ibirapuera. A coreografia é de Luiz Fernando Bongiovanni, diretor-assistente da companhia. São 32 bailarinos em cena e música original com a Orquestra Experimental de Repertório, regida por Jamil Maluf. Fui conferir na sexta. Tem mais hoje. Um clássico.
A Sala Crisantempo faz uma "Pequena Mostra de Solos". Ontem estive lá fotografando o Fukushima e a Isabella. Hoje tem mais dança contemporânea, dois solos. Henrique Lima e Tatiana Melitello, lá na Rua Fidalga, Vila Madalena.
SAIA DE CASA - HOJE, dia 19.12, 20h
Pequena Mostra de Solos
sexta-feira, dezembro 17, 2010
PÃO AMANHECIDO
Se fosse só jornalista diria que a história é velha, não é "furo de reportagem" nem nada. Sou pouco jornalista quando se trata de história. Um livro, por exemplo, traz uma história nem sempre inédita que pode ser deliciosa em diversas ocasiões. Outros nem tanto. Um filme... Um arquivo de jornal. Não preciso ver filme só quando é lançamento. Não ligo de ver depois, sem fila. Ou em casa, em dvd.
História pra mim é diferente de pãozinho amanhecido. Pão no dia seguinte fica ressecado e mole. A casca perde o som de "crack". É difícil. Não é impossível de comer. Se torrar, por exemplo, fica uma delícia. Ou esquentar na chapa. História pode ser contada sempre. Pela primeira vez é um impacto, sem dúvida. Depois pode ser relembrada.
A última história que insere a fotografia nas "notícias frescas" foi a que vi no jornal ainda em dezembro. Aquela do fotógrafo que foi preso por pedofilia. Nem quero relembrar, apesar de já tê-lo feito agora. Não é pra ser relembrada nunca. É notícia difícil de engolir velha ou nova. O sujeito se utilizou do ato fotográfico para gerar um ato criminoso!
A última história que insere a fotografia nas "notícias frescas" foi a que vi no jornal ainda em dezembro. Aquela do fotógrafo que foi preso por pedofilia. Nem quero relembrar, apesar de já tê-lo feito agora. Não é pra ser relembrada nunca. É notícia difícil de engolir velha ou nova. O sujeito se utilizou do ato fotográfico para gerar um ato criminoso!
O caso da foto que foi publicada dos passarinhos é, no mínimo, nostálgica. Não tem tempo. É notícia velha mas que pode ser curtida. O retorno de uma lembrança leve, já que hoje é sexta-feira e tá todo mundo cansado. A cidade de São Paulo está um caos. O trânsito do natal consome o dia e a noite do paulistano. De dia o responsável pelo trânsito é o comércio. De noite a febre de querer ver as luzes que enfeitam a paulista, a árvore de natal do Ibirapuera. Ai, ai. Que preguiça!
Vamos rever a imagem do fotógrafo Paulo Pinto publicada em agosto de 2009 no Estadão, que inspirou a música do publicitário e músico Jarbas Agnell. Veja (hehe) no Estadão Online de Outubro, 2009.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
DO OUTRO LADO
Avenida Paulista, São Paulo. 2010
Fotografias: Inês Correa
Do lado de cá da janela olho e vejo o outro lado. O que me faz retratar? Não vim aqui para fotografar o lado de lá mas o lado de cá. Quem sou eu aqui? Nada. Quem são eles lá? Nada. Fico feliz por estar do lado de cá. Fico feliz?!
O frio do ar condicionado do lado de cá me tira o conforto. Mais do que olhar a paisagem do lado de lá! Estou acostumada a vê-la? Do lado de cá da janela escolho sentir frio ou colocar um casaco e começar a trabalhar. Do lado de lá eles escolheram aquele fundo de parede bem pintada, um chão limpo, um lugar não muito escuro pra poder passar a noite úmida e chuvosa.
Do lado de cá escolhi fotografar o lado de lá. Na foto um deles dorme um sono tranquilo. Na outra foto o outro pensa e olha. O que olha? O que pensa? No agora ou no amanhã? Ou nada pensa? Na solidão?
Coloco o casaco e vou fotografar. Para isso que estou do lado de cá.
Coloco o casaco e vou fotografar. Para isso que estou do lado de cá.
terça-feira, dezembro 14, 2010
GUARDARE
"Olhar não é apenas dirigir os olhos para perceber o 'real' fora de nós. É, tantas vezes, sinônimo de cuidar, zelar, guardar, ações que trazem o outro para a esfera dos cuidados do sujeito: olhar por uma criança, olhar por um trabalho, olhar por um projeto. E, não por acaso, o italiano guardare e o francês regarder se traduzem precisamente por 'olhar'.".
Trecho retirado do artigo "Fenomenologia do Olhar", de Alfredo Bosi, em "O Olhar", Companhia das Letras, 1990.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
VALE, HOJE 21H
Vale, no Tucarena
Fotografias: Inês Correa
Fotografias: Inês Correa
Ontem foi assim. Teatro lotado. A banca examinou...
Hoje tem mais um dia depois da estreia...
Valeu e ainda vale.
SAIA DE CASA
TCC de dança do Curso Comunicação das artes do Corpo-PUC SP.
Elenco: Eduardo Fukushima, Isadora Borges, Julia Rocha, Maria Jorge, Mariah Polati, Nina Wiziak e Rubia Braga
Orientação: Rosa Hércules
Arte: Daniel Fagundes
Vídeo: Osmar Zampieri
Fotografia: Inês Correa
Onde: TUCARENA
Quando: 8.12 - Hoje, às 21 horas
11 e 12, sábado e domingo, às 16 horas
PRA AQUECER, ABRAÇO
Avenida Paulista. São Paulo, 2010
Fotografia: Inês Correa
A vida é simples! Pra que complicar... Tem gente que reclama quando está calor e depois quando tá frio. O tempo resolve, basta aproveitá-lo como está.
Tirar o sapato. Colocar de novo. Permanecer. Mudar. Unir. Separar. Olhar. Fechar os olhos... Rir, chorar.
Post relacionado: Pra refrescar o calor, chuva
terça-feira, dezembro 07, 2010
VALE CONFERIR
SAIA DE CASA
TCC de dança do Curso Comunicação das artes do Corpo-PUC SP.
VALE
com Eduardo Fukushima, Isadora Borges, Julia Rocha, Maria Jorge, Mariah Polati, Nina Wiziak e Rubia Braga
Orientação: Rosa Hércules
Arte: Daniel Fagundes
Vídeo: Osmar Zampieri
Fotografia: Inês Correa
Banca dia 7 de dezembro com Luis Ferron, Helena Katz e Rosa Hércules
Onde: TUCARENA
Banca dia 7 de dezembro com Luis Ferron, Helena Katz e Rosa Hércules
Onde: TUCARENA
segunda-feira, dezembro 06, 2010
BRASIL-PORTUGAL
Feedbr100% - suplemento de novembro, 2010
Jornal Cultural Feedback100% - Açores, Portugal
Jornal Cultural Feedback100% - Açores, Portugal
Quando chega novembro parece que o velocímetro do tempo dispara e nem deu tempo de perceber que... passou. Estamos em dezembro e o suplemento já foi impresso e distribuído em Açores-Portugal. Pra quem não foi pra Portugal, daqui de São Paulo ou de qualquer outro lugar do mundo é possível ver e ler o Feedbr100% de novembro mesmo em dezembro de 2010.
Em outubro havia postado aqui o mesmo suplemento que trazia a Gina Dinucci em O Cinza e a Carne. Nesta edição a primeira foto de dança que fiz, Relevo Inverso, de Gícia Amorim, o primeiro corpo retratado. Sempre digo pra Gícia que nunca vou esquecer. Se na publicidade é a primeira peça íntima que a mulher nunca esquece, na minha fotografia não esqueço do meu primeiro momento íntimo com a dança contemporânea, em 2007, No suplemento a imagem dela vem bem acompanhada de duas imagens feitas em 2010: Duet, de Diogo Granato + Mathias Landaeus e Delírio, de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. A ideia era ter mais imagens mas o espaço é de revista. Melhor optar por menos imagens maiores e visíveis...
Feedbr100% é um suplemento que leva um pouco das artes visuais e outras artes do Brasil para a "terrinha", Portugal. É editado por Cristina Oliveira, Felipe Covalski, Letícia Testa e Máximo Lamela Adó. Na edição de novembro é possível conhecer o trabalho da Siedler Cia. de Dança, de Floripa e ler o texto de Letícia Testa intitulado Corpo: a sajaria visível. Confesso que meu vocabulário limitado fez tremer ao ler a palavra sajaria e não saber o significado. Correria pro dicionário e coisa e tal. Letícia deixou na imagem descrita o sangue pulsar corpo. Do outro lado da página tento fazer pulsar em imagem fotografada o corpo do outro, da dança, de Gícia Amorim, Diogo Granato e Ângelo Madureira.
A próxima edição, de dezembro, ainda não está online mas vai ter entrevista com o Paulo Betti, Sandra Mara Corazza e Edmundo de Novaes Gomes. Se em novembro o Feedbr100% vem contemplar a dança, em dezembro, o teatro e a literatura. Você pode acompanhar todas as edições do Feedbr100% aqui.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
DAR NOME AOS BOIS E VACAS
"Como superar o grande cansaço?", de Eduardo Fukushima (SP)
Foto: Inês Correa
Adesivo na parede: Andre Rezende
Carne, de Micheline Torres (RJ)
Fotos: Nicolas Boudier e Manuel Vason (Não tenho a informação correta)
Adesivo na parede: Andre Rezende
Fotos sem crédito de autoria encontradas no Facebook em
Dança nos muros de Goiânia
Foto: Inês Correa
Adesivo na parede: Andre Rezende
Carne, de Micheline Torres (RJ)
Fotos: Nicolas Boudier e Manuel Vason (Não tenho a informação correta)
Adesivo na parede: Andre Rezende
Fotos sem crédito de autoria encontradas no Facebook em
Dança nos muros de Goiânia
A idéia é brilhante, os painéis envolventes. Gosto disso. A cidade, uma riqueza para o artista. No Facebook está escrito que é um trabalho do designer e 'street' artista Andre Rezende, vulgo Khristo/ARXV. O mesmo texto informa que Andre Rezende "começou a usar a rua como suporte em 2002 com a proliferação de stickers (adesivos) pela cidade.". A cidade onde ele começou não sei qual, onde, de onde vem Andre. De Goiânia? Escrever com dados que estão na internet geram isso, falta informação para mim ou para qualquer um. "The street", a rua "is the canvas", a tela que André utiliza, incrível. Se bem explorada, como ele o faz, pode ser uma riqueza para ele André, para quem vê, para os artistas que estão expostos, os bailarinos, a dança, a fotografia, as artes visuais e do corpo, para os fotógrafos cujos trabalhos foram usados para gerar a obra de Andre.
A apropriação, como eu mesma o fiz ao entrar no Facebook e retirar a imagem, trazer para o Corpoemimagem deve ter o cuidado de dar "nomes aos bois", mesmo que sejam vacas. Por exemplo, vi a imagem no Facebook e digo que elas são telas feitas na rua por Andre Rezende à partir de fotografias de Inês Correa, Nicolas Boudier e/ou Manuel Vason. São fotografias dos trabalhos apresentados no Festival Diagnóstico da Dança 2010, dirigido por Luciana Ribeiro e Sacha Witkowski. As fotos são dos espetáculos "Como superar o grande cansaço?", de Eduardo Fukushima e "Carne", de Micheline Torres.
O "novo" - apesar de não ser a melhor forma de dizer porque novo não o é -, a web, a parede da cidade -, enfim, os suportes devem carregar com eles as informações. Ao menos a origem, alguns outros dados, por exemplo, de onde veio, quem é, como foi feito. Como trabalham os museus, as galerias: um pequeno "sticker" contem o nome do artista, o material que utiliza para gerar a imagem, se é reprodução de onde foi tirado, etc.
Não importa se a tela é a cidade, "the street". A cidade não é de ninguém? É de todos? Não é mais um motivo para que as obras expostas nela sejam tratadas com os mesmos critérios que um curador adota ao apresentar uma mostra dentro de qualquer espaço público? O respeito não tem que ser o mesmo? Quando o Andre imprime na parede a imagem ele sabe que precisa assinar. E está correto. Ele gerou uma obra de arte. Podemos ver bem claramente a assinatura dele. É possível ver também o nome Festival Diagnóstico da Dança. Ok. Mas e os demais envolvidos? Os fotógrafos. O título da obra? O nome dos artista Fukushima e Micheline? Mesmo que em "corpo menor" são informações que deveriam estar presentes no trabalho dele. O André produz uma imagem de outra imagem já concebida. Trata-se de uma obra de arte feita da reprodução de uma fotografia.
Bárbaro o trabalho do Andre Rezende mas fica aqui impresso no post a lembrança de que devemos nomear sempre que possível. Nesse caso é possível. As informações estão online, no site do festival. Podemos falhar, esquecer alguns dados. Acontece também. Mas trabalhar melhor essas questões, procurar respostas de como fazê-lo. Essa é uma das propostas do Corpoemimagem que também se apropria dos corpos do outro para gerar imagens fotográficas e procura, sempre que possível, nomeá-los. O fotógrafo sabe o quanto se apropria muitas vezes sem idéia do que pode estar gerando...
Parabéns Andre pelo trabalho. Se quiser conversar entre em contato. O que escrevi acima é somente para alertá-lo de que você pode vir a ter problemas. Para evitá-los procure pensar numa melhor maneira de creditar seu trabalho nas ruas da cidade. Pense nisso.
Não importa se a tela é a cidade, "the street". A cidade não é de ninguém? É de todos? Não é mais um motivo para que as obras expostas nela sejam tratadas com os mesmos critérios que um curador adota ao apresentar uma mostra dentro de qualquer espaço público? O respeito não tem que ser o mesmo? Quando o Andre imprime na parede a imagem ele sabe que precisa assinar. E está correto. Ele gerou uma obra de arte. Podemos ver bem claramente a assinatura dele. É possível ver também o nome Festival Diagnóstico da Dança. Ok. Mas e os demais envolvidos? Os fotógrafos. O título da obra? O nome dos artista Fukushima e Micheline? Mesmo que em "corpo menor" são informações que deveriam estar presentes no trabalho dele. O André produz uma imagem de outra imagem já concebida. Trata-se de uma obra de arte feita da reprodução de uma fotografia.
Bárbaro o trabalho do Andre Rezende mas fica aqui impresso no post a lembrança de que devemos nomear sempre que possível. Nesse caso é possível. As informações estão online, no site do festival. Podemos falhar, esquecer alguns dados. Acontece também. Mas trabalhar melhor essas questões, procurar respostas de como fazê-lo. Essa é uma das propostas do Corpoemimagem que também se apropria dos corpos do outro para gerar imagens fotográficas e procura, sempre que possível, nomeá-los. O fotógrafo sabe o quanto se apropria muitas vezes sem idéia do que pode estar gerando...
Parabéns Andre pelo trabalho. Se quiser conversar entre em contato. O que escrevi acima é somente para alertá-lo de que você pode vir a ter problemas. Para evitá-los procure pensar numa melhor maneira de creditar seu trabalho nas ruas da cidade. Pense nisso.
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